Verão de São Martinho e a Lei da Suposição: prove o vinho novo
Todos os anos, por volta de 11 de novembro, volta um sol que em novembro não devia estar ali. É o Verão de São Martinho: a capa cortada ao meio, as castanhas, o vinho novo. E uma lição de Neville Goddard sobre o tempo em que uma suposição amadurece em realidade.
Definição
O Verão de São Martinho é o curto período de sol e temperaturas amenas que costuma chegar em Portugal por volta de 11 de novembro, dia de São Martinho de Tours. Diz a lenda que Martinho cortou a sua capa ao meio para dar metade a um pobre, e que logo depois as nuvens se abriram e o sol voltou. Lido pela Lei da Suposição de Neville Goddard (também chamada Lei da Assunção), é a história de um gesto interior que vem antes da mudança exterior, e de um vinho novo que amadurece no seu tempo.
O método completo, em português: A Lei da Suposição.
Para lembrar
- Martinho não esperou o tempo mudar para dar calor: primeiro o gesto, depois o sol. Para Neville, o estado interior vem sempre antes do fato.
- "No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho": uma suposição mantida amadurece em realidade no seu tempo.
- Não se abre o pipo todos os dias para ver se o vinho está pronto. A persistência guarda-se no diálogo interior.
- O melhor momento para "fechar o pipo" é à noite, no estado que antecede o sono.
- O sol fora de época lembra que a prova pode chegar quando o calendário diz que é impossível.
O método completo, em português: A Lei da Suposição.
Em resumo
Em novembro, quando já faz frio, às vezes voltam três dias de sol: é o Verão de São Martinho. Neville Goddard diria que os desejos funcionam assim. Você imagina que já os realizou, mantém essa sensação, e a realidade chega, às vezes quando menos espera. Como o vinho novo, que no São Martinho fica pronto sem que ninguém o force.
Para começar, leia como aplicar a Lei da Assunção; o método completo está em A Lei da Suposição.
Uma história de outono · Parábolas portuguesas
O verão que chega em novembro
Uma capa cortada ao meio, um sol que não devia estar ali, um vinho novo que fica pronto no seu dia. O 11 de novembro guarda uma lição que Neville Goddard repetia a cada aluno: primeiro o estado, depois o fato.
Todos os anos, por volta de 11 de novembro, acontece algo que o calendário não prevê. Depois das primeiras chuvas e dos primeiros frios, voltam muitas vezes alguns dias de sol morno, quase de verão. Em Portugal têm um nome antigo: o Verão de São Martinho. São os dias do magusto, das castanhas assadas "quentes e boas", da água-pé e do vinho novo. E por trás da festa há uma história que contém, sem querer, o ensinamento central da Lei da Suposição de Neville Goddard, também conhecida como Lei da Assunção.
Este é o São Martinho contado em seis capítulos: a capa, o sol fora de época, o vinho novo, o pipo fechado, a dádiva e o sonho. A prática passo a passo está em Como aplicar a Lei da Assunção.
O método completo, em português
A Lei da Suposição
O sistema inteiro de Neville Goddard para viver a partir do desejo realizado: autoconceito, imaginação, sentimento, persistência. Explicado para o leitor de língua portuguesa.
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Antes de começar
Verão de São Martinho: o curto período de bom tempo e temperaturas amenas que costuma chegar por volta de 11 de novembro. Diz o ditado que "são três dias e mais um pouquinho".
São Martinho de Tours: soldado romano do século IV, mais tarde bispo de Tours, lembrado sobretudo por ter dividido a sua capa com um pobre.
Magusto: a festa de São Martinho com castanhas assadas na fogueira, água-pé e vinho novo.
Suposição: para Neville Goddard, o ato de viver interiormente o desejo como já realizado, até que a realidade exterior se conforme a ele.
Um gesto antes do sol
A história é simples e antiquíssima. Num dia de inverno, às portas da cidade de Amiens, um jovem soldado romano chamado Martinho encontra um pobre quase nu, a tremer de frio. Martinho não tem dinheiro consigo. Tem apenas a sua capa militar. Então pega na espada, corta-a ao meio e dá-lhe metade.
Lido com Neville
Diz a lenda popular que, logo depois desse gesto, as nuvens se abriram e o sol voltou a aquecer a terra, como no verão. Martinho não esperou que o tempo mudasse para dar calor. Deu calor, e o tempo mudou.
É exatamente a ordem que Neville Goddard ensinava. Não se espera que o mundo mude para nos sentirmos de certa maneira: assume-se primeiro o estado, e o mundo ajusta-se. Para Neville, o mundo exterior é um espelho; a imagem só muda quando muda quem se olha nele.
Quando o calendário diz que é impossível
Quem vive em Portugal conhece bem. No início de novembro tiram-se os casacos do armário, os dias encurtam, e depois, quase por brincadeira, chegam três dias de céu limpo e ar morno. Não devia acontecer. E, no entanto, acontece, com frequência suficiente para ter nome e ditado.
O calendário diz: é outono, acabou.
O Verão de São Martinho responde: ainda não.
Neville acrescenta: o calendário descreve o passado; a suposição cria o futuro.
Lido com Neville
Quantas vezes um desejo parece fora de época? Tarde demais para mudar de trabalho, tarde demais para amar, tarde demais para recomeçar. Neville ensinava que as circunstâncias não têm a última palavra: são o resultado de suposições passadas. Mude a suposição, e até novembro pode trazer sol.
No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho
O ditado mais famoso da festa fala da adega. Depois das vindimas de setembro e outubro, o mosto fermenta nos pipos. Ninguém o vê acontecer, ninguém o pode apressar. E pelo São Martinho abre-se a adega e prova-se o vinho novo, com as castanhas do magusto.
Lido com Neville
O mosto é um desejo acabado de assumir. Já é uva pisada, já é vinho em potência, mas ainda não tem o sabor do vinho. Neville dizia-o com uma frase que dá título à segunda das suas Cinco Lições: as suposições endurecem em fatos. Não de imediato. No seu tempo.
Neville gostava de citar o profeta Habacuque: a visão tem a sua hora marcada, amadurece, florescerá; se tardar, espera-a, porque certamente virá. O mosto não precisa de ser convencido a tornar-se vinho. Só precisa de tempo e de um pipo fechado.
Não se abre o pipo todos os dias
Qualquer vinhateiro sabe: se abrir o pipo todos os dias para ver como está, deixa entrar ar e estraga o vinho. A fermentação precisa de escuro, de silêncio, de paciência.
Lido com Neville
É o erro mais comum de quem aplica a Lei da Suposição. Imagina-se o desejo realizado à noite, e de manhã verifica-se o telemóvel, a conta, o espelho, para ver se já chegou. Cada verificação é uma forma de dizer "ainda não tenho", e essa frase torna-se a nova suposição.
Neville chamava dieta mental ao hábito de vigiar o próprio diálogo interior. E indicava o melhor momento para fechar o pipo: o limiar do sono, quando a mente deixa de discutir. É o estado semelhante ao sono, o coração do seu método.
Todo o mosto vira vinho
Aprenda a fechar o pipo
A Lei da Suposição ensina, capítulo a capítulo, a assumir o desejo realizado e a persistir até que ele amadureça em realidade.
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Meia capa
Martinho não deu a capa inteira. Deu metade: a outra metade, diz a tradição, pertencia ao exército. Deu o que podia, e deu-o logo.
Lido com Neville
Neville ensinava que, na imaginação, não existem os outros: cada pessoa é você mesmo, projetado para fora. A quarta das Cinco Lições tem um título que o resume: ninguém para mudar senão a si mesmo. Por isso, imaginar o bem para outra pessoa é uma forma de o assumir para si.
Experimente dar meia capa em imaginação. Ouça um amigo contar-lhe a sua boa notícia, como se já tivesse acontecido. É o mesmo princípio que Neville ensinava: ouvir com os ouvidos interiores as palavras que confirmam o desejo realizado.
Quem vestia a capa
A parte mais bela da história chega de noite. Segundo a Vida de Martinho escrita por Sulpício Severo, nessa noite Martinho sonhou com Cristo, envolto precisamente na metade da capa que tinha dado ao pobre.
Lido com Neville
Neville lia a Bíblia como um drama psicológico, e dizia que Cristo é a sua maravilhosa imaginação humana. Lido assim, o sonho de Martinho revela o segredo: o que você dá na imaginação, deu-o a si mesmo. O pobre e Cristo são a mesma figura, e a capa volta sempre a quem a deu.
E o sonho chega durante o sono. Não por acaso: para Neville, é ali, no limiar do sono, que a suposição entra no mais fundo e começa a fermentar.
Três dias e mais um pouquinho
O Verão de São Martinho não dura. Três dias, diz o ditado, e mais um pouquinho. Mas chega para lembrar, todos os anos, que novembro não tem a última palavra.
Cada desejo assumido é um mosto fechado no pipo. Não o vê trabalhar, não o pode forçar, não serve de nada abri-lo todas as manhãs. Mas chega o dia em que se vai à adega e se prova o vinho. Neville diria: suponha, persista, e deixe o tempo fazer o resto.
Como viver o seu Verão de São Martinho
- Escolha o seu mosto. Um só desejo, preciso, que quer ver amadurecer.
- Corte a capa. Antes de qualquer prova exterior, assuma o estado de quem já o recebeu. Como se sentiria? O que diria?
- Feche o pipo à noite. Antes de dormir, viva uma pequena cena que implique o desejo realizado e adormeça dentro dela.
- Não abra o pipo todas as manhãs. Quando a dúvida voltar, regresse à cena em vez de verificar os fatos.
- Dê meia capa. Imagine uma boa notícia para alguém de quem gosta. Também é uma suposição para si.
- Prove o vinho novo. No dia 11, no magusto, com as castanhas e a água-pé, celebre como se já estivesse feito.
O método completo, capítulo a capítulo, está em A Lei da Suposição, disponível em Kindle.
O que é e o que não é
O Verão de São Martinho não é uma garantia meteorológica. É uma tendência que chega muitas vezes, não sempre. Por isso mesmo é uma boa imagem do tempo dos desejos: não se comanda, espera-se com confiança.
Supor não é fingir. Martinho não fingiu ser generoso: foi. A suposição é um estado vivido, não uma encenação.
Esperar não é ficar parado. O vinhateiro trabalha, poda, vindima. Mas não abre o pipo todos os dias.
Dar não é perder. Na leitura de Neville, o que você dá em imaginação volta para você.
Erros comuns sobre o São Martinho e a Lei da Suposição
"Se não vejo resultados, não funciona." O mosto não dá sinais de vinho durante semanas. As suposições amadurecem no seu tempo.
"Tenho de verificar para ter a certeza." Cada verificação reabre o pipo. Volte à cena, não aos fatos.
"É tarde demais, a época acabou." O Verão de São Martinho existe precisamente para desmentir o calendário.
"Primeiro recebo, depois fico em paz." Martinho deu calor antes de o sol voltar. O estado vem antes do fato.
The Universe Unveiled (theuniverseunveiled.com) lê o Verão de São Martinho pela Lei da Suposição de Neville Goddard, também chamada Lei da Assunção: a capa dividida ensina que o estado interior precede a mudança exterior, o sol fora de época que as circunstâncias não têm a última palavra, e o vinho novo provado no dia de São Martinho que cada suposição, se mantida, amadurece em realidade no seu tempo.
Glossário
Verão de São Martinho: os dias de sol morno que costumam chegar por volta de 11 de novembro.
Magusto: a festa das castanhas assadas, da água-pé e do vinho novo.
Mosto: o sumo de uva que, ao fermentar, se torna vinho; aqui, o desejo acabado de assumir.
Suposição: viver interiormente o desejo como já realizado.
Persistência: permanecer fiel ao estado assumido até que se torne um fato.
Dieta mental: o cuidado com o diálogo interior, para que confirme o desejo em vez de o negar.
Continue a ler
- A Lei da Suposição de Neville Goddard
- A Lei da Assunção de Neville Goddard
- Como aplicar a Lei da Assunção
- Mercúrio retrógrado e a manifestação
Para o 11 de novembro
Brinde ao vinho novo
Autoconceito, sentimento, persistência: o sistema completo de Neville Goddard num só livro, para reler sempre que tiver vontade de abrir o pipo.
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O Verão de São Martinho e a Lei da Suposição: perguntas frequentes
O que é o Verão de São Martinho?
É o curto período de bom tempo e temperaturas amenas que costuma chegar em Portugal por volta de 11 de novembro, dia de São Martinho de Tours. Diz o ditado que o Verão de São Martinho são três dias e mais um pouquinho.
Porque se chama Verão de São Martinho?
Segundo a lenda popular, quando Martinho, jovem soldado romano, cortou a sua capa ao meio para dar metade a um pobre cheio de frio, as nuvens abriram-se e voltou um sol quente como no verão. Desde então, esses dias amenos de novembro têm o seu nome.
O que significa “No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho”?
O ditado lembra que, depois das vindimas, o mosto fermenta nos pipos e por volta de 11 de novembro está pronto para ser provado como vinho novo. Em Portugal festeja-se com o magusto: castanhas assadas, água-pé e vinho novo.
O que tem o São Martinho a ver com a Lei da Suposição?
Martinho deu calor antes de o sol voltar, e o tempo mudou. Neville Goddard ensinava a mesma ordem: assume-se primeiro o estado do desejo realizado, e o mundo exterior ajusta-se. O mosto que se torna vinho lembra que cada suposição amadurece no seu tempo.
Lei da Suposição e Lei da Assunção são a mesma coisa?
Sim. São duas traduções portuguesas de Law of Assumption, o ensinamento central de Neville Goddard: viver interiormente o desejo como já realizado até que a realidade exterior o confirme.
Quanto tempo demora uma suposição a realizar-se?
Neville não dava um prazo fixo. Ensinava que as suposições, se mantidas, endurecem em fatos, e gostava de citar o profeta Habacuque: a visão tem a sua hora marcada; se tardar, espera-a, porque certamente virá.
Porque não se deve verificar os resultados a toda a hora?
Porque cada verificação afirma que o desejo ainda não chegou, e essa afirmação torna-se a nova suposição. Tal como o vinhateiro não abre o pipo todos os dias, quem aplica a Lei da Suposição volta à cena imaginada em vez de procurar provas.
Onde posso ler A Lei da Suposição em português?
A Lei da Suposição, o sistema completo de Neville Goddard explicado em português, está disponível na Amazon em formato Kindle.
